21/11/2018, 08:11

Denise Cursino

Primeiro implante de prótese aórtica por cateterismo é realizado no Hospital São Domingos

Cirurgia (Divulgação)

Fonte: Patrícia Santos/ Unimed Catanduva

Foto: Divulgação

Paciente teve alta dentro de 48 horas, com pós-operatório sem intercorrências

Catanduva registrou em setembro o primeiro implante de prótese aórtica por cateterismo realizado no Instituto do Coração do Hospital São Domingos Unimed (HSD). O procedimento, inédito na região, foi realizado com sucesso em um paciente de 87 anos com estenose aórtica grave.

O procedimento teve acompanhamento do “proctor” Prof Dr. Alexandre Abizaid – chefe da Cardiologia Invasiva do Instituto Dante Pazanezze de Cardiologia, que também atua no Hospital Sírio Libanês e no Hospital do Coração, em São Paulo, e realizada pelo Cardiologista Intervencionista, Prof. Dr. Fernando Stuchi Devito, do Instituto do Coração do Hospital São Domingos (HSD), junto com sua equipe de enfermagem.

O procedimento foi realizado pela abordagem minimalista, com sedação leve, sem a necessidade de anestesia geral, guiada pela angiografia e dispensando o uso de ecocardiograma transesofágico. A duração do procedimento foi de aproximadamente 40 minutos e o paciente teve alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) dentro de 24 horas.

De acordo com o especialista Dr. Fernando, a estenose aórtica tem se tornado um problema de saúde do mundo todo e incide com maior frequência com o avançar da idade: “Nos últimos anos com o avanço da Medicina, as pessoas vivem mais tempo, e são acometidas, com mais frequência, de doenças crônicas, como este problema de saúde”, destacou.

Até pouco tempo, o único tratamento era a cirurgia tradicional, com a abertura da região torácica, com anestesia geral, para trocar a válvula. “As pessoas que são muito idosas têm um risco de morte mais elevado com a cirurgia tradicional, particularmente aqueles que têm insuficiência renal, problemas no pulmão e outras doenças associadas”.  O médico explicou que cerca de um terço dos pacientes que precisavam desse tipo de cirurgia tradicional, não podiam fazê-la, porque o risco cirúrgico era proibitivo.  Com o desenvolvimento desta técnica, hoje é possível implantar a válvula pelo cateterismo, técnica também conhecida por TAVI (Implante de Válvula Aórtica por Cateter), sem precisar “abrir o peito”, através da punção da artéria femoral.

Saiba

A estenose aórtica é uma doença que não tem medicamento que mude a sua evolução, e quando ela é grave e causa sintomas, o risco de morte é alto. Portanto, a intervenção é muito importante para aumentar a sobrevida nesta situação.

De acordo com o cardiologista, no Brasil há mais ou menos quatro modelos de próteses disponíveis para o implante por cateterismo e aprovadas pela Anvisa. Estas próteses possuem características pouco distintas uma a outra, de tal forma que o médico deve escolher a melhor opção para cada paciente.

Cirurgia (Divulgação)

 

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